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Pretinha: vira-latas venda
Um dia, fui a um pet shop e encontrei l um rapaz bem humilde que estava tentando vender um filhote preto dentro de uma caixa de sapatos, mas como era um vira-latas todo mundo rejeitava. A, ele disse que como ningum queria, ele teria de dar um jeito de se "desfazer" dela. Mas eu tinha gostado demais daquela filhotinha e acabei fazendo um trato com ele, de que pagaria um certo valor caso ele pudesse entregar a cadelinha para minha filha, em casa, e depois passasse em meu trabalho para receber o dinheiro. Ele topou e no mesmo dia a Pretinha entrou em minha vida. Levei-a direto para o veterinrio, que a vacinou e calculou que ela tivesse cerca de 2 meses. Estava muito magra e cheia de pulgas, mas depois de um bom banho j parecia outra, j estava bem mais esperta e rapidamente se recuperou. Hoje, quatro anos depois, no consigo imaginar minha vida sem ela. Pode at parecer exagero, mas desenvolveu uma forma de se comunicar comigo, por exemplo, quando quer comer, ela me chama com a patinha, quando quer fazer xixi late e puxa a guia, dando voltas, quando quer fazer coc, ela fica me olhando, a eu falo "Faz caca, Pretinha", a ela vai para um cantinho e faz. Todo mundo diz que vira-latas mais forte, come tudo, etc., mas no caso da Pretinha no bem assim. Ela sempre foi chata para comer, esteve doente com babsia e quase morreu, dando o maior susto na gente. Mas em compensao, uma cadela extremamente amorosa, inteligente, companheira, que toma conta da casa e de mim.
Jurema Barreiros e Pretinha, Rio de Janeiro (RJ)

Chuvisco e Tor: carinhos no pit bull
Um dia, sa de casa e passando na frente de uma videolocadora no condomnio onde moro, encontrei uma mulher e sua filha dando gua para dois gatinhos assustados. Elas no podiam lev-los para casa, pois j tinham outros tantos gatos e o marido dela no queria saber de mais. A atendente da videolocadora disse que os viu l pela primeira vez por volta das trs da tarde - devia ser umas oito da noite - e fiquei imaginando que eles deviam estar mesmo muito assustados para no terem sado do lugar depois de cinco horas. Acabei trazendo a dupla para casa com o intuito de do-los. Estavam com muita fome e sede. Logo em seguida, levei-os para uma consulta na veterinria, onde foram vermifugados e vacinados. Graas a Deus, estavam (e ainda esto) bastante saudveis. Tentei do-los em algumas feiras de adoo e cheguei a conseguir uma casa maravilhosa para eles em So Paulo, mas acabamos nos encantando com os bichanos e acabamos ficando com eles. Cada um tem o seu jeitinho especial. O Chuvisco mais arisco, no gosta nada de agarramento, mas quando v minha pit bull Athena deitada, ele se esfrega todo nela e deita junto. J o Tor, apesar de ser mais pestinha, supercarinhoso, um ronronador nato, gosta de colo at achar que hora de brincar de caar! Acho que o vira-latas o famoso BBB: bom, bonito e barato, com a vantagem de ter sempre um bichinho agradecido em casa.
Silvia Schiros, Chuvisco e Tor, Rio de Janeiro (RJ).

Isabelle: um anjo que caiu do cu
Eu j tinha trs gatos persa, dois poodles, um shih tzu, um pequins e um dachshund quando perdi Bob, meu SRD de 16 anos. Foi a que achei que deveria adotar um vira-lata. Liguei para a UIPA - Unio Internacional de Proteo aos Animais, e falei com Rose, presidente da filial do Guaruj, que me deu Mateo, de 3 meses. Infelizmente ele tinha cinomose e por isso faleceu, mesmo com o tratamento. Dois meses depois, Rose me pediu que eu remetesse fotos de ces para adoo para a produo de um programa de TV. Quando eu recebi o e-mail, vi uma bolinha branca, com mais ou menos 3 meses... Era a Isabelle, que cinco dias depois chegou em minha casa linda, limpa e sapeca. Desde o primeiro dia ela se sentiu em casa e pouco a pouco, conquistou os outros ces e gatos! Hoje, posso dizer que ela a mais equilibrada da casa. Sua doura impressionante, seu temperamento maravilhoso: no rosna nem avana, uma anjinha que caiu na minha vida! E chama a ateno na rua, pois saio com ela e o poodle e para ela que as pessoas dirigem elogios. E no toa, pois quem olha nos olhinhos dela v toda a gratido por ter sido adotada. Vira-latas no tm frescuras nem grandes problemas de sade pois no so geneticamente elaborados para a perfeio. E so perfeitos! E brincalhes, despretensiosos a ponto de chamar para brincar um poodle mal humorado de oito anos, que rejuvenesceu com Isabelle. Se eu quisesse mais um cachorro, poderia simplesmente comprar, de qualquer raa, mas "ganhar" um vira-lata fantstico, um presente que todo mundo deveria se dar.
Mrcia Christina Ratto e Isabelle, Santos (SP).

Lessa, Polly e Butch: Trs demais!
Estvamos sem ces h algum tempo e sentamos falta de uma companhia canina l em casa. Fomos ao Centro de Controle de Zoonoses e adotamos duas cadelinhas, que estavam um pouco apticas em uma jaula, sozinhas, cheirando mal, mas achei que fosse por causa do ambiente do CCZ, meio assustador, escuro, no muito limpo. Em casa, no comiam, vomitavam e continuavam apticas. Levei-as ao veterinrio, que diagnosticou parvovirose. Infelizmente, morreram to cedo que no deu tempo nem de pensar em um nome para elas. Alguns meses depois, fomos visitar um tio cuja vizinha estava com quatro filhotes de vira-lata. Na hora que vimos, sabamos que amos ficar com elas. A princpio, minha me queria ficar com duas, mas olhando a carinha da terceira, ela se rendeu. Foi assim que Butch, Lessa e Polly chegaram em casa, h mais ou menos seis anos. Nesse tempo todo, aprendemos que apesar de serem irms de ninhada, elas so muito diferentes, tanto em termos fsicos quanto de comportamento. Butch adora ficar pendurada num muro de cerca de 1,70 m observando o que acontece na casa do vizinho, que tambm tem um co. J Lessa mais medrosa e carente e Polly assumiu o papel de dissimulada: ela fica rodeando as pessoas at a porta, e quando aberta, entra correndo para uma caixinha reservada para ela. So muito divertidas e tm algo de especial que ces de raa alguma tm.
Edilson Saashima, Butch, Lessa e Polly, So Paulo (SP)

Edward e Charlotte: ele era ela
Estava obcecada com a idia de ter um gato e fui at uma feira de adoo no Parque da gua Branca. Eu j havia feito todo o enxoval antes de ter o animalzinho. Fui feira cedo num domingo, mas j estava quase desistindo - ao longo do corredor, s via cezinhos para adotar. Estava triste quando vi dois gatinhos rajados brincando numa gaiola. Elas tinham o olhar mais esperto do mundo e no consegui escolher entre um e outro. Quando percebi, tinha adotado os dois, que nasceram no alto de uma rvore l no parque mesmo. A protetora da qual adotei a dupla, a ALPA, me entregou os gatos impecveis: vacinados, vermifugados e limpos. O nico porm foi que eles vieram como sendo um casal, mas quatro meses depois, quando levei o suposto macho para ser castrado, o veterinrio me mostrou que era fmea. A j era tarde: no consegui rebatizar a Edward, que ficou Edward mesmo ou, na maioria das vezes, Eddie. Elas so muito carinhosas, inteligentes e j me conhecem muito bem - sabem analisar e respeitar meu humor tanto quanto um co. E so muito engraadas! Vivem correndo pela casa, brincando de brigar com golpes certeiros e dando banho uma na outra minutos depois. Posso passar um dia inteiro s observando o comportamento delas. Elas so super gulosas, tanto que tive de coloc-las em regime. Minhas gatas tinham de ser SRDs... Vira-latas so carinhosos demais, inteligentes demais, espertos demais, bonitos demais. J tive duas cadelas vira-latas na casa da minha me e acho que qualquer animal que aparecer na minha ser sempre SRD, que rene as melhores caractersticas de todas as outras raas.
Denise Bobadilha, Eddie e Charlotte, So Paulo (SP)

Lilica e Meg: sarjeta e cesto de lixo
Quando a Lilica apareceu, fazia nove meses que o meu querido Rex, um SRD com a pata quebrada, tinha ido para o andar de cima. Estava andando na rua quando vi um cozinho pequeno perambulando. Era uma cadela abandonada, cheia de pulgas e muito magra, tomando gua da sarjeta, uma coisa terrvel. Peguei-a e sa correndo para o pet shop, onde depois de um bom banho, vim a conhecer a cor verdadeira da pelagem dela. Lembro bem que l no pet shop, nesse primeiro dia, quando coloquei uma coleira nela, foi a maior alegria, parece que ela entendeu que teria um lar. O veterinrio estimou que ela tinha cerca de um ano e meio, e depois da consulta, com direito a anti pulgas e tudo mais, ela veio para minha casa. Hoje, quatro anos depois, posso dizer que ela ter aparecido em minha vida foi um verdadeiro presente de Deus. Quem a v nem acredita que ela era um co de rua, pois aquela criatura que bebia guia da sarjeta hoje se v outro co tomando gua em seu potinho, nem chega mais perto dele. Alm disso, detesta pisar onde outros ces fizeram xixi, no gosta de andar na grama, enfim tem todo o tipo de frescura possvel. Um ano depois da Lilica ter chegado, fui com meu marido passear em um parque e ouvimos um barulhinho vindo da cesta de lixo. Quando fomos ver, era uma cachorrinha preta recm-nascida, ainda com o cordo umbilical, embrulhada em um jornal sujo, dura de frio, quase morta. No pensamos duas vezes, imediatamente a levamos ao veterinrio e veio para nossa casa. Nessa noite, lutamos muito para que ela no morresse, embora o veterinrio tivesse dito que ela no passaria daquela noite. Sua recuperao exigiu muito trabalho e dedicao, pois tinha que tomar mamadeira de hora em hora, troca de "fraldas", e como era inverno, uma bolsa de gua quente por baixo e uma lmpada em cima para aquec-la, eu e meu marido nos revezvamos nessa tarefa, dia e noite. Nossos horrios foram adaptados para suprir as necessidades dela. O interessante foi que Lilica assumiu o papel de me, ajudando nos cuidados. Foi uma fase difcil, mas vira-lata forte e no se entrega fcil. Como sempre recolho animais na rua e encaminho para algum lar, encontrei um lar para Meg, mas tnhamos nos apegado a ela. Depois de estar em um novo lar, primeiro ela vinha passar dias em nossa casa, depois fins de semana e uma noite meu marido saiu e voltou com ela definitivamente para casa. O que mais aprecio nelas tudo. So facilmente adaptveis, extremamente fiis a ns, carinhosas, alm de lindas e charmosas. Vira-latas so ces muito especiais: sabem as durezas das ruas, portanto faro tudo para agradar seu dono, aprendem tudo muito rpido, tm a sade super resistente e esto sempre alegres, de bem com a vida.
Maria Thereza Cipriani, Lilica e Meg, de So Paulo (SP)

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