Os
melhores amigos dos animais abandonados
Alm
das entidades de proteo, ces e gatos de rua contam com aliados
muito importantes: so pessoas que se dedicam de corpo e alma a animais
abandonados
Elas
sacrificam suas vidas em prol de ces e gatos. So poucas pessoas
trabalhando pelo bem estar desses animais enquanto muitas pessoas
abandonam. "Di ver o abandono, a crueldade, o descaso do ser humano
para com as vidas que dele dependem", diz a jornalista Silvia Lakatos,
de So Paulo (SP), que alm de ser uma protetora autnoma, ainda
voluntria do Quintal de So Francisco, membro do Frum Nacional
de Defesa e Proteo Animal e milita na proteo animal desde 1997.
"Nessa poca, eu sozinha j cuidava de mais de 80 animais, entre
ces e gatos", conta.
Na
mesma situao se encontra a empresria Vininha Carvalho, de Lorena
(SP). Vice-presidente da Liga de Preveno a Crueldade contra o
Animal, ela tambm faz, por conta prpria, um trabalho relacionado
a animais abandonados. "No consigo ver um co largado prpria
sorte, tanto que atualmente, tenho 28, mas j chegaram a 40", confessa.
Eles ficam distribudos em sua rede de hotis, no Vale do Paraba.
Vininha passa para os gerentes dos hotis a responsabilidade de
cuidar dos ces. "O interessante que eles competem entre eles
para saber quem trata melhor os animais", diverte-se. Alm disso,
se engaja em campanhas de castrao e posse responsvel para evitar
o aumento no nmero de animais carentes.
A secretria
paulistana Neide Cristina outro exemplo de dedicao. Ela uma
dessas pessoas que no suportam ver nem saber de animais que estejam
passando fome, sede, frio e maus tratos. "Se no o recolher, como
s vezes ocorre, por ele estar assustado e fugir, no consigo dormir
e demora uns quinze dias para aliviar meu n no peito e mesmo assim
lembro-me com uma certa freqncia. Isso, quando no volto vrias
vezes ao local para tentar encontr-lo novamente", diz. Ces recolhidos
normalmente esto muito assustados, encolhem-se a um canto, no
comem, no se mexem. O estado muitas vezes deplorvel: machucados,
com sarna, infestados de pulgas, muito sujos.
Todas
concordam em um aspecto: assim que chegam ao novo lar, os ces devem
ser tratados com carinho que talvez nunca tenham conhecido. Se for
o caso, uma visita ao veterinrio antes de ir para casa. Em seguida,
remdios anti-pulgas e tratamento contra sarna, alm de vermifugao,
vacinao e alimentao balanceada. "Psicologicamente, chegam bastante
deprimidos, assustados e, s vezes, meio agressivos. Sobretudo os
animais que tinham dono e foram abandonados chegam em profunda depresso
ou pnico. Animais que perambulam sem rumo pelas ruas, quando chegam
e se sentem protegidos costumam dormir por dois ou trs dias inteiros",
conta a carioca Leda Costa, advogada aposentada que h 20 anos milita
na proteo animal.
Os
mais necessitados
Ces velhos,
novos donos
Castrar para
no aumentar a populao
Histrias
com finais felizes
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