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A vida dura das protetoras
Sem apoio particular nem estatal, as entidades de proteção animal sobrevivem graças aos esforços particulares de seus membros, que dedicam boa parte de seus dias à causa dos cães e gatos abandonados

POR ADRIANA MORI E VIVIANA XIMENES

A cena se repete todos os dias. Angela Caruso, presidente do Quintal São Francisco, se depara com animais que foram largados na porta do abrigo da entidade fundada há 30 anos para garantir o bem estar de cães e gatos sem lar. A mesma triste rotina é vivida pela ex-professora de direito Enid Bernardi, presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba, que há 31 anos luta pela melhora das condições dos pets abandonados.

A presidente do Quintal sabe que, apesar de todos os esforços, o trabalho é de formiguinha. "Assistimos 800 animais de uma população de mais de 700 mil cães e gatos abandonados só em São Paulo. Para toda essa população carente, a cidade conta apenas com dois abrigos, o nosso, que fica em Parelheiros (zona sul de São Paulo) e o abrigo da UIPA (na zona norte)", diz Angela.

As histórias são muitas, mas o fim é o mesmo. "Donos cujas cadelas dão à luz e não têm o que fazer com a ninhada, pessoas que desistem de seus cães e abandonam, gente que adota um animal no abrigo e depois desiste e o coloca na rua", enumera Edir. Quando têm a sorte de cruzar o caminho de pessoas como Edir e Angela, o animal recebe tratamento veterinário, casa e comida. Hoje, a entidade curitibana abriga mais de mil animais. O abrigo de Angela conta com cerca de 800 cães e gatos.

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