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terceira idade - O que fazer quando seu amigo se transforma
num velho amigo |
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Velhinho
malcriado
Por Oswaldo L. Pasqualin (*)
Sinais da
terceira idade não são visíveis apenas no corpo do
cachorro. A passagem do tempo também provoca alterações
no comportamento. Durante a vida, o animal experimenta sensações
desconhecidas, aprende novos limites e conhece todas as suas possibilidades.
Com o passar do tempo, os fatores psicoemocionais já estão
fixados e acabam se acentuando. Se o cão latia muito, na terceira
idade fica ainda mais barulhento. O mesmo vale para cães alertas,
carinhosos, bravos... Se o novo comportamento for indesejável,
é possível ensinar a ele que suas atitudes não são
aprovadas pela família e modificá-las.
No entanto,
nem sempre é fácil. Afinal, o cão traz toda a sua
vivência nas costas, em que certas atitudes se transformaram em
hábitos e rotinas aceitas e toleradas. Outro fator que interfere
no comportamento é o aumento da sensibilidade aos estímulos,
pois os cães muitas vezes ficam desorientados devido à incompetência
dos sentidos, que permitem interações com o meio ambiente.
Para um cão idoso e seu dono, nem sempre é fácil
ensinar novos hábitos. Uma saída para evitar problemas futuros
é adestrar o cão em sua juventude. Na velhice, é
recomendável o auxílio de um adestrador profissional. Além
de o cão não ter com o estranho as mesmas atitudes que tem
com os membros da família, o profissional está apto a superar
dificuldades.
| SE
O CO... |
SUA
ATITUDE PROVVEL SER DE... |
...
E A ATITUDE DO DONO DEVE SER... |
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possessivo |
Fortalecer
o sentimento de posse. Um caso tpico o do co que se considera
o dono do sof. Comea rosnando para quem senta em seu canto preferido
e termina com o co mordendo quem se atrever a chegar perto do mvel. |
Bloqueio
de impulsos negativos. No hesite em repreender o co caso ele morda
ou ameace as pessoas |
|
tmido |
Admitir
menos contrariedades a seus desejos, como o co que gosta de se esconder
debaixo da cama e se recusa a sair de l. |
No
impedir a atitude do co caso no interfira no bom relacionamento
entre o co e as pessoas da famlia. Caso o co se recuse a sair e
atacar, bom que ele saiba que essa atitude no est sendo vista
com bons olhos. |
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É dominante |
Vai
ter seu comportamento intimidador aguado. Pode agredir para demonstrar
fora ou impr suas vontades, chegando at a morder algum da famlia. |
Bloqueio
de impulsos negativos. Repreenda o co caso ele se comporte de forma
imprpria. No permita que ele seja agressivo com as pessoas. |
| Comporta-se
de forma indesejada e, por complacncia do dono, no corrigido |
Achar
que essa forma de se portar correta e cada vez mais intensificar
essas atitudes. |
Deixar
a pena de lado, buscar auxlio de um adestrador e seguir as instrues
de treinamento. Ser firme ajuda a inibir atitudes inaceitveis do
co. |
| Se
sente contrariado |
Se
vingar, desde fazer as necessidades no lugar errado at destruir objetos. |
Antes
de tudo, observar se a "vingana" resposta repreenso de uma atitude
indesejada. Se for, repreender o co. Caso seja devido a algo que
sempre foi aceito e de repente no mais, procurar formas de fazer
o co mudar sua atitude por meio de outras situaes aceitveis |
| Sofreu
alteraes da idade, como mau cheiro, e impedido de fazer coisas
que sempre fez, como dormir na cama... |
No
aceitar essas novas diretrizes. O co no entende e quer ficar na
cama, pois esse sempre foi o seu hbito. Nesse caso, a culpa das
pessoas, incapazes de administrar as alteraes fsicas provocadas
pela idade. |
Tentar
entender o co, ter cuidados com pele e pelagem para evitar mau cheiro
e pelo adestramento, fazer com que o co mude permitindo outras situaes
aceitveis, como mudana de condies do ambiente |
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Osvaldo Pasqualin é médico veterinário e atende em
São Paulo na
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 635, tel.: (0xx11) 571-2072
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