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| Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet |
Por Oswaldo L. Pasqualin (*) A necessidade de sacrificar animais de companhia diminuiu consideravelmente nas últimas décadas. Essa redução é devida ao desenvolvimento da medicina veterinária. Hoje em dia é possível prolongar a convivência com o "pet" pela prática de dietas mais adequadas, pela prevenção de doenças através das vacinações e outras medidas preventivas e também pelo surgimento de tratamentos novos para as doenças e problemas desse grupo de animais. A vantagem é que os nossos "velhinhos" podem nos fazer companhia por mais tempo, em condições dignas e confortáveis de saúde. Mas nem sempre é possível salvar o "pet". Nas situações clínicas que apresentam perspectivas sombrias, com prognóstico fechado, em que se constata sofrimento do animal, perda de qualidade de vida (em que não há previsão de melhora), é melhor que o médico veterinário recomende o sacrifício, em vez de fazer tentativas de tratamento com prolongamento desnecessário do sofrimento do animal. Existem situações em que a mobilidade do animal fica muito prejudicada por paralisias parciais ou totais dos membros, como nos casos das fraturas na coluna cervical (em que ocorre a ruptura total da medula espinhal, sem possibilidade de reparação). Já as lesões de artrite e espondilite na coluna vertebral levam a essas paralisias gradualmente, em que o animal é obrigado a se arrastar e ainda poder sofrer de paralisias de bexiga e intestinos, eliminando fezes e urina sem o menor controle. Outras condições clínicas, como tumores malignos (câncer) em órgãos vitais (fígado, pulmão etc.) ou como fases terminais de insuficiência renal, também são motivos razoáveis (como lesões na coluna) para se pensar no sacrifício. Decisão O médico veterinário é o único profissional qualificado para avaliar a situação clínica de um animal e concluir pela indicação de sacrifício. Mas a decisão propriamente dita deve partir do grupo familiar que convive com aquele animal e autorizar a sua execução. Às vezes, o proprietário se recusa a solicitar o procedimento por pena ou por uma atitude de egoísmo compreensível (a tristeza da perda do "pet"). Nesses casos, após uma explicação realista e a observação do sofrimento do animal, as pessoas se conscientizam e autorizam o sacrifício. É preciso tomar cuidado para não correr o risco de fazer o sacrifício apenas por comodismo (tratamento muito trabalhoso ou caro, animal muito velho, etc). Se a pessoa tiver dúvidas, deve procurar uma segunda opinião para que não paire qualquer dúvida quanto a real necessidade do sacrifício. De um modo geral, todos os médicos veterinários procuram explicar e esclarecer da melhor forma possível os motivos que levam a essa indicação, que é a última ajuda que se pode oferecer àquele animal. A partir da decisão do sacrifício do "pet", a sua execução tem de ser feita por um profissional, que utiliza procedimentos que não provoquem sofrimentos adicionais ou mal estar. Geralmente são utilizadas injeções letais, com substâncias de ação ultra rápida (instantânea) ou que provoquem um estado de narcose antes do óbito. Após a morte, existem algumas opções de destinação para o corpo. Os animais podem ser levados para cemitérios próprios para "pets", podem ser enterrados em áreas particulares (quintal, sítio, etc.) ou podem ser cremados. É proibido deixar cadáveres de animais no lixo ou em locais públicos. VIDA
LONGA Castração
precoce *
Osvaldo Pasqualin é médico veterinário e atende em
São Paulo na |
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