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 terceira idade - O que fazer quando seu amigo se transforma num velho amigo
Um mal tratável
Por Oswaldo L. Pasqualin (*)

O câncer, tanto nos seres humanos quanto nos animais de estimação, não tem idade para aparecer. Ele pode surgir até em animais muito jovens, mas as chances aumentam entre os mais velhos. Esta coluna explica quais são as ocorrências mais comuns e a atitude que o dono precisa tomar em casos suspeitos.

Nos cães machos, o câncer mais freqüente na terceira idade é o da próstata, de pele e de testículo, esse último principalmente nos animais criptorquídicos, ou seja, cachorros em que os testículos não desceram para a bolsa escrotal. Nas fêmeas, a partir dos 7 anos, o mais comum é o câncer de mama. Outro tumor comum para ambos os sexos é o melanossarcoma, altamente maligno, e, em porcentagem menor, os linfomas, que são tumores de folículos linfáticos (do baço e dos gânglios). Em cães de raças gigantes, se observa com muita freqüência osteossarcoma, que são tumores ósseos. Sua ocorrência é maior na região do ombro. Já entre os felinos, as gatas são propensas a tumores de mama e, em segundo lugar, alguns tumores de pele.

Ao contrário do que se possa imaginar, a morte em decorrência de câncer na velhice não é tão comum. No entanto, tumores malignos tratados tardiamente podem gerar metástase e se disseminar em outros órgãos, provocando o óbito do animal.

Para evitar essas situações, recomenda-se que se leve o pet ao médico veterinário logo que apareça algo que se assemelhe a um tumor, como um caroço. Os sintomas de tumores são sempre o surgimento de um nódulo, que vai crescendo gradualmente em qualquer parte do corpo. Os que surgem na pele e nas mamas são mais facilmente observáveis. Os tumores malignos têm como característica o crescimento muito rápido. Às vezes, em um ou dois meses, o tumor pode passar do tamanho de um grão de bico para o de um ovo de galinha.

Quanto mais precoce for a cirurgia, maior a probabilidade da cura e maior a eficiência dos tratamentos quimioterápicos. Além disso, a cirurgia num estágio precoce diminui a chance de aparecimento de outro tumor.

Não é recomendável fazer a biópsia, que significa a retirada de um fragmento do tumor para ser examinado. Retirando-se uma parte pode-se gerar metástase em outros órgãos. Por isso, para fazer a análise é melhor retirar o tumor inteiro. Os cães machos que são criptorquídicos (aqueles cujos testículos não desceram para a bolsa escrotal), é a remoção do testículo que está dentro do abdome, que pode gerar um tumor. Nos machos normais, com os testículos na bolsa escrotal, a castração previne o aparecimento de câncer de próstata.

Para evitar grandes transtornos, prevenção nunca é demais: animais com mais de 7 anos devem passar sempre por uma avaliação da próstata (caso dos machos) e das mamas (fêmeas) com um médico veterinário.

* Osvaldo Pasqualin é médico veterinário e atende em São Paulo na
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 635, tel.: (0xx11) 571-2072

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