![]() |
|
| Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet |
Por Oswaldo L. Pasqualin (*) Nos seres humanos, o aparecimento de fios de cabelos brancos é o primeiro sinal de que a idade vem chegando. Com os cães não é diferente. Os pêlos brancos podem aparecer quando o cão ultrapassa os 9 anos de idade. A cabeça e o focinho são as regiões onde o encanecimento, termo que especifica o processo de embranquecimento dos pêlos, é mais acentuado. Não há como evitar esse fenômeno, que é uma alteração natural e diz respeito exclusivamente à idade avançada. A perda de brilho e de sedosidade do pêlo também é comum nos animais velhos. Isso ocorre devido ao desequilíbrio nutricional discreto (dieta alimentar não adequada), que se acumulou ao longo dos anos. Outra ocorrência comum nos cães velhos é a perda de pêlos ou falhas na distribuição de pelagem. Isso ocorre devido à redução de hormônios (sexuais, da tiróide ou das supra-renais). A diminuição de hormônio masculino (testosterona) nos machos ou de hormônio feminino (estrogênio) nas fêmeas, por exemplo, pode provocar falhas na pelagem no bicho. A pelagem fica mais rala, com distribuição simétrica no corpo, caindo nos dois lados do corpo por igual e, às vezes, nas axilas. Os animais castrados podem apresentar esse problema com maior freqüência que outros por uma razão óbvia: eles não produzem testosterona ou estrogênio, os hormônios sexuais. Além desse tipo de rarefação da pelagem, existe outra ocorrência também bastante comum nos animais mais velhos. É o caso de falhas generalizadas na pelagem, ou seja, quando os pêlos não apresentam distribuição simétrica pelo corpo, ficando mais ralos em determinadas regiões. É comum a rarefação ser acompanhada de alguns tipos de lesões de pele. O problema também é decorrência da diminuição de hormônios, mas principalmente da tiróide e das supra-renais. E o que fazer para que o animal não fique pelado? A correção da queda de pêlos inclui uma dieta adequada e, quando for o caso, com suplementação de hormônios ou diminuição da atividade hormonal. Para quem quer se adiantar e começar a evitar o problema desde já, o ideal é oferecer uma alimentação técnica, à base de rações, adequada ao bicho. Com isso, o pet terá acesso aos nutrientes necessários (como gordura e ácidos graxos) e de forma balanceada para que a pele e a pelagem se renovem regularmente, em condições normais. Além disso, uma boa alimentação faz com que se diminua a influência de glândulas que não funcionam bem e, conseqüentemente, o problema pode demorar mais a aparecer. Outra recomendação importante: sempre que você verificar falhas na pelagem do animal, leve-o imediatamente para o veterinário. Só um profissional poderá diagnosticar se esse problema é decorrência de uma doença de pele ou apenas sintoma do envelhecimento do animal. Não custa lembrar que toda doença de pele tem como um dos sintomas a queda de pêlos. Cuidar da
pelagem do bicho é fundamental para sua saúde. Pêlos
ralos podem trazer problemas de pele, que, num animal idoso, está
mais suscetível a infecções, como micoses e sarnas,
devido à perda de vigor provocada pelas alterações
hormonais e nutricionais. Além disso, a pele do animal, ao contrário
da humana, tem menos proteção celular e depende mais dos
pêlos para evitar qualquer tipo de problema. Ou seja, cuidar dos
pêlos do animal não é só uma questão
estética. *
Osvaldo Pasqualin é médico veterinário e atende em
São Paulo na |
|
||||
|
|
|||||