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Por Oswaldo Pasqualin (*) O bom funcionamento renal é fundamental para manter o equilíbrio do organismo, pois a infiltração do sangue elimina substâncias nocivas formadas a partir do metabolismo ou resultantes de infecções, intoxicações e reações do tipo alérgico. O problema é que a eliminação de substâncias irritantes pode lesar os rins, promovendo sua degeneração com o passar do tempo. Uma simples gengivite causada por tártaro nos dentes, por exemplo, pode comprometer os rins, pois a gengiva inflamada passa a ser um foco de bactérias, que podem entrar na circulação. Quando essas bactérias e suas toxinas atingem os rins, podem causar nefrites (inflamação nos rins) e destruição de néfrons (unidades de filtração e absorção não regeneráveis), que diminuem a capacidade de funcionamento do órgão. Some-se a esses problemas mais uma série de pequenos contratempos cotidianos enfrentados pelo animal e pronto! Quando o bicho estiver velhinho, seus rins já terão vivido uma porção de situações prejudiciais que podem levá-lo a uma insuficiência renal. A insuficiência renal é a incompetência dos rins em manter o organismo em equilibrio, resultante da diminuição da capacidade de filtração do sangue e pode aparecer em duas formas: aguda ou crônica. Em ambas, o animal necessita de socorro veterinário urgente. O aparecimento da forma aguda é súbito e se instala em período de poucas horas ou dias. Você deve desconfiar de uma insuficiência renal aguda em seu pet quando observar alguns dos seguintes sintomas: prostração
intensa Com um diagnóstico precoce e tratamento intensivo, que consiste em medicação e dieta orientadas pelo veterinário, o funcionamento renal pode voltar ao normal, mas a conseqüência desse problema vai ficar para sempre nos rins, podendo se transformar numa insuficiência renal crônica. Porém, se houver um comprometimento maior da filtragem renal, esse problema súbito pode levar o animal ao óbito. Já a insuficiência renal crônica se dá de forma insidiosa, pois consite na falência do órgão decorrente da perda progressiva de néfrons. O resultado é a impossibilidade de o animal filtrar e reabsorver corretamente água e nutrientes. Suspeite de uma insuficiência crônica se ele se apresentar: apatia
A principal substância tóxica retida pelos rins é a uréia, resultante do metabolismo das proteínas contidas nos alimentos. Quando sua concentração no corpo do animal é muito alta, verifica-se uma uremia, detectável principalmente pelo hálito rescendendo a urina que o animal apresenta. É uma doença muito séria, que pode matar por intoxicação e exige providências rápidas. A primeira é baixar o nível de uréia no sangue. Pode-se aumentar a diurese do animal por meio de diuréticos e soro, forçando os rins a filtrarem mais e eliminar a uréia. Além disso, é possível diminuir a produção de uréia por meio de modificação alimentar com dieta e rações especiais com baixos teores de proteínas. Felizmente, se a capacidade de reserva dos rins for suficiente para manter o nível sanguíneo da uréia dentro do normal, o cão estará com uma insuficiência renal crônica compensada. Significa que, apesar da perda de água em maior volume (com aumento correspondente em ingestão) e da perda de vitaminas hidrossolúveis (vitamina C e complexo B), o sistema renal ainda tem competência para manter o organismo em equilíbrio. Essa capacidade compensada deve ser monitorada pelo veterinário para as correções que se fizerem necessárias ao longo da sua evolução. Enquanto for possível preservar e manter a compensação da insuficiência renal crônica, o animal poderá levar uma vida quase normal. Para isso: Reduza
a ingestão de proteínas *
Osvaldo Pasqualin é médico veterinário e atende em
São Paulo na |
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