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| Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet |
Por Oswaldo Pasqualin (*) A partir dos 10 anos de idade, é comum cães e gatos apresentarem distúrbios de comportamento, as chamadas neurastenias. Tais distúrbios atacam animais anteriormente bem-comportados e podem ser a continuidade dos problemas já existentes ou surgir na idade avançada. Uma das mais freqüentes manisfestações da velhice são os comportamentos repetitivos. O latido é um deles. Às vezes observamos um cão com a pelagem embranquecida latindo a esmo, sem razão, com um latido monónoto, rouco e lento. Isso nada mais é que uma forma de chamar a atenção. Nesse caso, o dono pode interromper o latido e acariciar o animal. Outro movimento repetido mecanicamente é aquele que o animal insiste em se colocar numa posição, como se estivesse protegendo o seu canto, sua comida, seu pano predileto. Cães e gatos podem se tornar mais ranzinzas e agressivos, e até atacar pessoas que antes já não gostavam muito. Tudo por conta de uma redução do limite de paciência. Exatamente o que acontece com os humanos "velhinhos". Outras vezes, ao invés de rosnar ou atacar, o animal se retira, vai para um canto e fica lá, quieto. Nos gatos, esse mau humor fica mais evidente. Eles demonstram essa tolerância menor com agressividade e afastamento, como se dissessem: "Não quero conversa". Prova evidente dessas rabugices extremadas é quando o gato passa a defecar fora da caixa de areia. A velhice também altera a capacidade de resistência física - os animais dormem mais tempo - e provoca alterações na seletividade alimentar - eles deixam de ingerir alimentos que estavam habituados, ou, ao contrário, escolhem outro cardápio. O exagero é o animal comer as próprias fezes. Isso é o que se chama de aberração de comportamento. Outra aberração, que se manifesta por tédio ou por falta do que fazer, é o mascar ou lamber excessivamente uma parte do corpo, chegando a sangrar. Em animais
de idade bem avançada é comum a perda dos reflexos condicionados
de reação de estímulos ao meio ambiente - algo que
ele fazia antes, pára de fazer e vice-versa. Isso se justifica
devido à deterioração da capacidade mental sobre
o treinamento doméstico. Nesse caso, o animal pode se tornar desobediente
e destruidor, principalmente quando fica sozinho em casa. Destruir objetos
que se encontram ao redor é um típico sintoma de ansiedade,
e pode ser resolvido com um truque: deixar o rádio ligado. A ansiedade
também leva o animal a comer demais, chegando à obesidade.
Nessa idade, é preciso ficar atento ao possível surgimento
de lesões, que podem causar dores.
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Osvaldo Pasqualin é médico veterinário e atende em
São Paulo na |
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