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| Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet |
Silvia Crusco é médica veterinária O cachorrinho se coça, se coça Quase arranca as orelhas! E, quando você menos espera, a pulguinha já está mordendo seu nenê, como naquele velho comercial de inseticida. Esses insetos danados que abocanham sem piedade vários animais e também a espécie humana , além de serem um grande incômodo, transmitem doenças para cães e gatos. Sua picada pode provocar alergia (na forma de dermatites) e servir de porta de entrada ao Dipilidium caninum, uma espécie de parasita que causa anemia, pêlos quebradiços e diminui a resistência do animal, entre outros efeitos nada agradáveis. Há várias espécies de pulgas, mas as duas mais comuns são a Ctenocephalides canis (pulga de cão) e a Ctenocephalides felis (pulga de gato). Tanto uma quanto outra adoram ambientes úmidos e quentes e também gostam de ficar em contato direto com o animal, infernizando-o. Se algum dia você ouviu a história de que a pulga de cachorro e gato não ataca os humanos, esqueça. Na falta de hospedeiros caninos ou felinos, quando estão famintas, elas também se fartam com pessoas. As pulgas
cumprem um ciclo invariável. Após o banquete ou seja,
depois de se alimentar de sangue , a pulga coloca seus ovos pela
casa: carpetes, frestas de assoalhos, panos onde os animais dormem são
os lugares preferidos. Ovos espalhados, dentro de dois a doze dias nascem
as larvas, que se transformam em pupas e, estas, mais tarde, em pulgas.
As larvas podem se manter durante um período de até quase
um ano esperando pupas. Enquanto isso vão se alimentando de restos
orgânicos. Até os pêlos dos próprios animais
lhes servem de petisco. Quando as pupas viram pulgas, aguardam nos móveis
e carpetes a chegada do hospedeiro. Assim que aparece um, ela dá
seu famoso pulo e recomeça o ciclo. Uma pulga adulta pode viver
até um ano, sempre se alimentando e produzindo novos ovos.
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