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VACINAÇÃO
ANUAL NÃO BASTA Por Carla
Berl
Alguns exemplos
de doenças comuns a cães e homens são obesidade,
diabetes, hipertensão, problemas de coluna e nas articulações,
câncer de mama, problemas de próstata e de coração,
além da saúde bucal. Abaixo, descrevo brevemente cada uma
dessas enfermidades: OBESIDADE: com a verticalização das cidades (prédios de apartamentos), falta de tempo disponível do dono do animal e problemas de hipotireoidismo - muito comum nos labradores, goldens retriver, beagle e akitas - , certos animais se exercitam menos e tendem a ficar sedentários, recebendo a mesma quantidade de alimento recomendada e gastando menos calorias (em exercicios). A obesidade desencadeia problemas sérios nas articulações, de diabetes, circulatórios e dificuldade na respiração, muitas vezes por excesso de acúmulo de gordura em volta da traqueia. O que aconselho é realizar um acompanhamento veterinário fazendo uma restrição calórica e exercícios progressivos até o animal voltar ao peso ideal. DIABETES:
muito comum em cães principalmente nas raças poodle, schnauzer,
beagle, labrador, rotweiller e em nossos queridos vira-latas (em menor
proporção). O tratamento deverá ser feito com acompanhamento
veterinário achando a dose de insulina ideal, corrigindo-se a dieta
para alimentos com altas taxas de fibras e índice glicêmico
baixo, além de exercícios. Nas fêmeas é imprescindível
a castração para se obter um bom nível de ação
da insulina. HIPERTENSÃO:
também muito comum em cães e ainda subdiagnosticada
no Brasil. É necessário fazer a medição da
pressão a partir dos cinco anos de idade - usa-se um doppler para
conseguir uma boa mensuração. Animais hipertensos têm
maior probabilidade de apresentar derrames cerebrais, problemas renais
e lesões oculares. O tratamento é feito com um comprimido,
uma vez ao dia, fora o acompanhamento. PROBLEMAS
DE COLUNA E ARTROSE: super comuns, sendo os dachshund e beagle os
campeões de hérnia de disco, onde muitas vezes o caso requer
repouso absoluto (de 10 a 15 dias em gaiolas) ou em alguns casos a realização
de cirurgias corretivas de hérnia. Na seqüência, aparecem
os animais de grande porte sendo os campeões de osteortrite (problemas
articulares), por causa da displasia coxofemural, de cotovelo e osteocondrite
nos ombros. Já os animais idosos apresentam muitas dores na coluna,
devido aos famosos "bicos de papagaios". Todos estes problemas
são tratados com antiinflamatórios específicos, além
de acupuntura e fisioterapia. CÂNCER
DE MAMA: de longeé o câncer de maior ocorrência
em cães e se deve à falta de castração de
cadelas precocemente (antes do primeiro cio). Geralmente, o câncer
de mama na cadela é mais lento em apresentar a metástase
em outros órgãos, mas não deixa de, na maioria das
vezes, ser maligno devendo ser operado o mais rápido possível,
sendo feito ao mesmo tempo a castração do animal. O material
recolhido é encaminhado para biópsia para averiguar o grau
de malignidade do tumor a fim de checar se as margens cirúrgicas
estão livres de comprometimento tumoral. AUMENTO
DE PRÓSTATA: muito comum em machos, esta patologia só
é diagnosticada em exames, sendo necessária a realização
anual. Pode ser feito por toque ou por ultrassonografia, que é
bem melhor! A doença é tratada com medicamento para o resto
da vida ou com a castração do animal (mais recomendável). PROBLEMAS
DE CORAÇÃO: animais sofrem muito de insuficiência
cardíaca e arritmias. As insuficiências cardíacas
ocorrem geralmente em cães que apresentam problemas nas válvulas
(principalmente a mitral), sendo mais comum ainda em raças pequenas,
enquanto que as arritmias já são comuns em cães das
raças boxer, pastor alemão e dogue alemão, mas não
significa que não possam surgir em qualquer animal. Enfartes de
miocárdio também podem acontecer, mas temos um índice
baixo de casos, comparado aos humanos. SAÚDE BUCAL: o fato de não escovarmos diariamente os dentes dos nossos queridos animais faz com que o índice de problemas devido a infecção periodontal seja altíssimo, causando problemas em vários órgãos como coração, rins, inflamação crônica e má socialização do animal com os membros da família, devido ao forte odor bucal. Este é um problema que muitas vezes requer a visita ao veterinário num período mais curto que um ano. Carla
Berl, formada desde 91, pela USP na Faculdade de Veterinária e
Hospital
Veterinário Pet Care
Matéria publicada em setembro/2006 |
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