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O Rottweiler é um cachorro rústico, bastante saudável e pouco suscetível a doenças. Os problemas de saúde que atingem o rottweiler são em sua grande maioria de origem genética. "Quando filhote, um problema que preocupa é a parvovirose", alerta o dr. Maurício. Não que o rottweiler seja mais propenso a doença, mas se for contagioso, a doença é mais preocupante que em outras raças. "Para prevenir, normalmente os filhotes de rottweiler recebem uma dose a mais de vacina que as demais raças", explica. Outro problema genético que pode atingir o rottweiler é o entrópio (a pálpebra vira para dentro e os cílios "espetam" o globo ocular), que tem como conseqüência normalmente a conjuntivite. "Uma cirurgia simples resolve o problema", diz. Porém, segundo os especialistas consultados, o grande problema do rottweiler é a displasia coxofemural. A displasia coxo femural é um mal genético que consiste na má formação da articulação coxo femural, que envolve a cabeça do fêmur e o acetábulo (estrutura articular que liga a pélvis ao fêmur). "Essa má formação resulta em subluxação (folga) na articulação, causando desgaste e, consequentemente, formação de artroses que provocam dor em graus variáveis", completa o Dr. Carlo Leonardo Grieco Fratocchi*, médico veterinário especializado em radiologia. A displasia
não tem cura e o tratamento é apenas paliativo. "Técnicas
cirúrgicas e regeneradores osteoarticulares (que melhoram as condições
da cartilagem) que podem garantir a vida sem dor, com a eliminação
dos sintomas clínicos da doença" diz complementa. Para
evitar aparecimento de sintomas, há formas simples de prevenção,
como: A ausência de sintomas não quer dizer que o cachorro não seja displásico. Isso, só o exame radiológico (a partir dos 12 meses) pode confirmar. A partir desse resultado, os cães são distribuídos em cinco grupos, de acordo com o grau da doença. Cães aptos para o acasalamento recebem laudos A (HD-, sem sinais de displasia coxofemural) e B (HD+/-, articulações coxofemurais próximas do normal). O laudo C (HD+, displasia coxofemural de grau leve) permite que o cão seja utilizado para o acasalamento. Já os portadores de laudos D (HD++, displasia coxofemural de grau moderado) e E (HD+++, displasia coxofemural de grau severo) não podem ser acasalados de jeito nenhum). Anexando-se as radiografias a outros documentos (cópia do xerox do pedigree ou da tarjeta mais termo de responsabilidade do veterinário que fez as radiografias e pagamento de uma taxa de R$ 20), o proprietário pode obter o certificado oficial de displasia coxofemural, emitido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária (CBRV). Maiores informações podem ser obtidas junto ao CBRV, Tel.: (11) 570-5744. *O Dr. Carlo Fernando Grieco Fratocchi é veterinário radiologista com mais de 10 anos de experiência, presidente da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária, membro do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária e da International Veterinary Radiology Association (IVRA). |
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