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Poodle Toy
Função: Provocar paixões

Companheiro, brincalhão, inteligente, sociável, equilibrado e no tamanho exato para o seu modo de vida. Com essas características, são raras as pessoas que não são seduzidas pelo poodle. Não é à toa que o cão é um dos queridinhos dos brasileiros. São quase 10 mil filhotinhos por ano, o que coloca a raça na vice-liderança de registros no país - o campeão é o rottweiler.

Engana-se, porém, quem pensa que o poodle é apenas aquele pequeno cão "com pinta de carneirinho", como gostam de dizer alguns. A raça possui subdivisões. Segundo o padrão adotado no Brasil, são quatro os tamanhos reconhecidos: o poodle grande (de 45 a 60 cm de cernelha), médio ou standard (de 35 a 45 cm), anão (de 28 a 35 cm) e o toy (abaixo de 28 cm). Desses, a grande vedete é o toy, e parte de seu encanto está no tamanho. "As pessoas querem um cão pequeno porque podem colocá-lo em qualquer lugar", argumenta Carlos Fernandes, do Gradiator's Kennel, criador de poodle há 15 anos.

Não é só o pequeno porte do poodle toy que cativa as pessoas. O cão se adapta bem ao ambiente da casa do dono. "Sem criança por perto, o toy é calmo, vai sentar ou dormir ao seu lado, ficar no seu colo. Com crianças, o poodle vai curtir a meninada, ir pra lá e pra cá, e só dormir quando estiver cansado", conta Maria Glória Romero, presidente do Poodle Clube Paulista e criadora dos cães que ilustram esta reportagem. Por esse motivo, a raça é procurada principalmente por famílias que têm filhos entre 5 e 12 anos. Os idosos também costumam ter no poodle um grande companheiro. "O cão ajuda a evitar a depressão em viúvas e senhoras solitárias", acrescenta.

Morar em apartamento é outro aspecto que combina com o poodle toy. "É a raça que mais se adapta a esse modo de vida: é pequena, não perde pêlos, brinca com todos, não é suja e adquire facilmente bons hábitos de higiene", coloca Romero. Mas nada de exageros. Ser pequeno não significa que o cão deve ser mimado em demasia ou se tornar um acessório na bolsa ou no colo. "O cão fica muito teimoso", diz a adestradora Helena Hestermann, da Escola Skillaki Agility e Flyball, na Grande São Paulo (SP). Além disso, poodles confinados, que não têm hábito de sair, podem ficar mais assustados com os "monstros" que encontram na rua. Afinal, até um pé de adulto pode ser maior que um toy. Para evitar essas situações, a socialização deve ser estimulada desde cedo. "Enquanto for filhote, leve-o no carro. Se for adulto, faça passeios com ele. Isso estimula o poodle toy a ser mais seguro em relação ao seu tamanho", explica Hestermann.

HISTÓRIA DA RAÇA

Alguns afirmam que o poodle surgiu na Alemanha, onde era conhecido como pudel ou pudellin ("chafurdar"). Outros defendem que ele surgiu na França e era conhecido como chien canard ("cão pato") devido à sua habilidade como nadador e caçador de patos. Uma terceira hipótese aponta o norte da África como berço da raça. No entanto, tapeçarias romanas do século 15 mostravam imagens de um cão semelhante ao poodle. Nelas, o animal aparece com a tosa leão. Esse corte servia para assustar lobos que rondavam rebanhos. Na França, a tosa era usada para facilitar o movimento do animal na água durante a caça de aves aquáticas e os pêlos restantes mantinham aquecidas partes vitais do corpo. O primeiro registro oficial do poodle aconteceu na França, em 1910.

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