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 raças - dogue alemão
Dogue Alemão, um exagero de cachorro
Conhecida por seu porte imponente, a raça é também campeã em docilidade e apego ao dono

POR EDILSON SAÇASHIMA
FOTOS CAROL DO VALLE

É impossível se manter indiferente diante de um dogue alemão. Em uma sociedade em que as grandes vedetes são o pequeno poodle e o grande rottweiler, cruzar com um gigantesco dogue alemão deixa qualquer um estarrecido. Não é só o tamanho do animal, que disputa com algumas poucas raças a primazia de ser o maior cão do mundo, que salta aos olhos. O porte majestoso do cachorrão, no bom sentido, também cativa crianças e adultos, tanto que a raça ganhou o apelido de "Apólo dos Cães".

Esse é um dos motivos que faz com que o dogue alemão esteja à frente de raças como bichon frisé, golden retriever e fox paulistinha em número de filhotes registrados pela CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) no ano passado. Entra ano, sai ano, ele con-segue permanecer como uma das 20 raças com maior número de filhotes no país.

Entre os admiradores da raça estão a atriz Fernanda Torres e o cineasta Walter Salles Jr. O diretor de Central do Brasil, além de ser proprietário de duas dogues alemãs, é dono do Canil Alto Gávea, do Rio de Janeiro, especializado em dogue alemão arlequim e preto.

Uma das razões para o dogue alemão derreter tantos corações é o seu temperamento. Ele se assemelha a um cão de companhia, apesar de seu tamanho lembrar o de um guardião de quatro patas. "Ele gosta de ficar com o dono, é carente e precisa de carinho", conta Heleny Toschi, presidente da Sociedade Paulista do Dogue Alemão.

Quem quer cuidar de seu patrimônio também pode contar com a colaboração do animal. "Ele não é um cão de guarda, mas de território", explica Heleny. Um caso que ocorreu com Denise da Silva Perin, proprietária do Canil Cães da Juréa, ajuda a entender a diferença. Certa vez, Denise e seu dogue alemão foram para a casa de um amigo. Logo que chegaram, o dogue se sentiu como se estivesse em sua casa e tratou o verdadeiro dono do local como um intruso. "Resultado: o cão não deixou o dono entrar na própria residência", lembra Denise. "O dogue alemão tem uma noção muito forte de territo-rialidade. Onde entra com o dono, ele considera como sendo seu território, seja um carro, seja uma casa", explica. No entanto, ele só dá o alarme, latindo sem atacar. "Fora essas situações, o cão é bastante silencioso, calmo."

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