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| Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet |
Por Alexandre Rossi (*) Você acabou de ter um bebê. Preocupado com a reação de seu cachorro, entra em casa com todo o cuidado para que ele no cheire nem chegue perto da criança, até o prende para evitar problemas. Instala seu filho no seu quarto e, a partir desse dia, seu cão fica proibido de entrar lá. Quando o bebê vai para a sala e o cão tenta se aproximar, você logo grita para que se afaste ou ainda o põe para fora e fecha a porta. Seu pet ainda é muito amado, mas a alegria, a novidade e os cuidados dispensados a uma criança recém-chegada são tão grandes que o Totó acaba sendo ignorado. Infelizmente, muitos proprietários de cães acabam agindo dessa forma, chegando a doá-los e até mesmo sacrificá-los, com medo que ataquem as crianças. No caso específico dos gatos, seus donos, levados por uma velha crença, temem que os bebês sejam sufocados por ciùme. Porém, para o Totó, a situação é outra. Seu dono volta para casa com algo embrulhado em panos e, em vez de fazer festa e passar a mão nele, fica irritado com sua presença e grita: Sai daqui!. Desde que aquilo chegou, as coisas mudaram: o cão não recebe quase carinho nem pode entrar no quarto onde colocaram aquilo; e esse era o quarto favorito dele, onde dono e cão passavam horas conversando e brincando. Quando o dono chega sem o embrulho, dá atenção, mas quando está com ele, expulsa o cachorro. Eu não gosto do embrulho, pensa o cão abandonado. O pensamento do Totó explica bem a situação. Qualquer ser inteligente não vai gostar de algo que transformou sua boa vida em algo ruim. Procure entender as associações que seu co possa estar fazendo e lembre-se de que seu grande amigo não merece ser esquecido por você ter decidido ter um filho. Tente sempre: impedir que
o cão entre no quarto do bebê alguns dias antes de ele chegar,
assim evitará a associação de perda de território
com a presença da criança.
(*)
Alexandre Rossi, autor do livro Adestramento Inteligente, é zootecnista
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