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personalidades - Valéria Zoppello |
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As
feras da bela radical
Sempre
que sua agitada agente permite, a modelo e piloto Valéria Zoppello
sobe a serra para ver seus animais de estimação
POR ADRIANA
MORI
FOTOS JOÃO RAPOSO
A
rotina de Valéria Zoppello não é nada fácil.
Modelo e atriz, Valéria ainda arranja tempo para os treinos da
fórmula corsa, da qual participa como piloto, além de ser
test-driver e colunista de diversas publicações na área
de aventura e esportes radicais. Quando sente vontade de desestressar,
Valéria sai de sua casa, no bairro paulistano de Pinheiros, rumo
à Serra da Cantareira, onde sua família mantém uma
casa de campo. "Lá é o meu cantinho favorito",
conta.
Na saída
de casa, a bela se despede de Drink, o gato SRD adotado na vila onde mora
e que todas as noites se aninha em seu edredon. Em seguida, parte rumo
à zona norte da cidade, onde moram seus outros animais de estimação:
quatro rottweilers, um labrador e um husky siberiano. Além deles,
ainda mantém na casa do ex-marido mais um casal de rottweilers.
O
relacionamento com os animais, e mais ainda com os rottweilers, é
antiga. "Os animais são a minha grande história de
amor. Desde pequena queria cuidar de cães, sempre tive muito contato
com eles, principalmente os de grande porte. Tivemos em casa várias
raças, como o boxer, o pastor alemão, pastores belgas, dobermann...
Mas a minha paixão mesmo são os rottweilers", conta.
E não foi uma paixão por acaso. "Estudei muito antes
de escolher a raça certa para mim, e escolhido o rottweiler, fiz
uma grande pesquisa antes de comprar um cão. Acabei adquirindo
o Strauss, um belíssimo macho de um canil muito bom. Comecei a
levá-lo a exposições, onde ele conseguiu acumular
todos os títulos possíveis. A partir de então, passei
a levar os rottweilers tão a sério que abri um canil reconhecido
para registrar as ninhadas. O Strauss tinha escala de acasalamentos, tamanha
a fama e a procura por esse cão", lembra. Anos depois, Valéria
entrou na faculdade de medicina veterinária, que acabou abandonando
quando faltava apenas um ano. O trabalho de formatura que ela preparava
desde o primeiro ano e acabou ficando na gaveta? O tema era o rottweiler,
claro.
Foi
graças a Strauss que a família aumentou. "Comprei a
Aretha para ser a matriz do meu canil, e apesar de não ser tão
perfeita como raça, ela é uma excelente mãe. Com
o Strauss como padreador, acabaram se juntando à minha matilha
o Barão, o Shakta e o Batman, todos filhos dele. No acasalamento,
o dono do macho tem direito a um filhote da ninhada", explica. "Apesar
de serem filhos do mesmo pai, o temperamento dos três é bem
diferente. "O Batman é o espírito de porco, o bestinha.
Já o Shakta adora se esconder no mato e quando as pessoas passam,
pula em cima, dando o maior susto. E o Barão mora com a Milla na
casa de meu ex-marido. Sempre que tenho um tempo, vou para lá e
passo o dia com eles. Nessas ocasiões, não saem de perto
de mim nem por decreto. Com a leveza de seu corpo de rottweiler, o Barão
adora sentar em meu colo. É bom poder revê-los a toda hora,
parece até que eles são filhos de pais separados",
diverte-se.
Strauss,
o queridinho
Os não-rottweilers
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