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 personalidades - Tony Kanaan

TONY KANAAN

Nascido aos 31 de dezembro de 1974, em Salvador, Antoine Rizkallah Kanaan Filho foi o primogênito de Miriam Kanaan e Antoine Rizkallah Kanaan. O menino foi literalmente "planejado" para ser um verdadeiro baiano. A mãe, que morava em São Paulo, viajou com 8 meses de gravidez para Salvador pois tinha o desejo de que o filho, assim como ela, nascesse no estado baiano.

Com 8 anos, Tony foi levado pelo pai, pela primeira vez, para assistir a uma corrida de kart. Foi o suficiente para despertar no garoto a paixão pelo automobilismo. "Foi uma paixão instantânea mesmo. Eu vi os caras andando de kart e pensei 'é isso que quero fazer na minha vida'. Foi de arrepiar!", relembra Tony. Após aquela corrida, o Sr. Antoine Rizkallah Kanaan foi o grande incentivador e o patrocinador da carreira do filho.

Poucos anos depois o pai de tony faleceu. O último pedido feito ao menino: que ele nunca abandonasse o automobilismo e cuidasse da mãe e da irmã. Para tanto Tony foi dar aulas de pilotagem aos 15 anos, também trabalhou numa fábrica de Kart e chegou a morar numa oficina mecânica, ainda no seu primeiro ano na Europa. Após dois anos com apenas uma bicicleta na Itália, ganhou um carro do dono da equipe.

A fase difícil iniciada com a perda do pai e com a família em condições difíceis, foi superada graças ao trabalho de Tony e da ajuda de pessoas como Rubão e Rubens Barrichello, que investiram e apostaram no talento dele. A ligação deles, até hoje, é tão grande, que Tony chama o Rubão de pai. Foi dessa relação de família que nasceu, no final de 2005, o "Instituto Barrichello Kanaan" (www.ibk.org.br), que ajudará e financiará projetos e instituições que já existem hoje, e depois criará sua própria sede. A idéia é ajudar crianças carentes e idosos, além de valorizar o resgate da família.

Tony Kanaan é o esportista brasileiro de maior destaque atualmente nos Estados Unidos. Aos 30 anos, o baiano foi o primeiro brasileiro a conquistar o título de campeão da Fórmula Indy (Indy Racing League), bateu vários recordes da Indy e virou personalidade nos EUA, chegando, inclusive, a participar de uma entrevista com David Letterman, líder de audiência no país nos últimos 25 anos. Kanaan também é o primeiro piloto de toda história do automobilismo, a terminar todas as voltas de uma etapa inteira. Em 2004, ele completou todas as 3.305 voltas com campeonato.

O ano de 2004 foi o auge da carreira desse baiano. Ele conquistou o tão sonhado título da Fórmula Indy, batendo diversos recordes na categoria, incluindo, o de completar todas as voltas da temporada inteira. Tony também terminou 15 provas, das 16 no total, entre os 5 primeiros, sendo 3 vezes no lugar mais alto do pódio. Em 2005, o sucesso voltou a se repetir, e ele acabou conquistando o vice-campeonato, com 2 vitórias e a pole das 500 milhas de Indianápolis.

Longe das pistas e da velocidade a grande paixão de Tony são seus animais de estimação. Ele e a esposa Daniele ainda não tem filhos então são os dois West Highland Terrier que ganham todo o carinho do casal na casa em Miami. Lucky e Bono (este último que ganhou este nome para homenagear o cantor Bono Vox, conhecido por Tony e a esposa em um show nos Estados Unidos) acompanham o piloto durante a temporada.

Acompanhe a entrevista que o piloto cedeu ao site.

Texto: Kele Santana
Fotos: Arquivo pessoal

Focinhos: De onde surgiu a paixão por cães?
Tony Kanaan: Sempre tivemos cachorro em casa desde da época em que meu pai era vivo, ou seja, desde criança mesmo. Tinhamos dobermans e dálmatas. Minha Mãe tem até hoje uma poddle, que já esta velhinha, chama Paloma. Sempre estivemos rodeados por cachorros.

Fo: Você já teve outros animais de estimação (gatos, pássaros, furões...)?
TK: Nossa preferência sempre foi por cachorros, pois eu adoro, mas teve uma vez que tivemos alguns passarinhos também.

Fo: Seus dois cães são da mesma raça (West Highland Terrier). Há algum motivo especial?
TK: Há sim. Primeiramente porque eu e a Dani (Daniele Loiola, esposa) achamos a raça maravilhosa e eles têm um temperamento muito legal, pois apesar de serem dóceis, eles também tem uma personalidade de caçador que é bem legal. A Lucky foi a grande incentivadora, indiretamente, para termos o Bono.

Fo: Como surgiu a idéia de levar os bichos com você durante a temporada?
TK: Na verdade, como viajamos muito durante o ano, essa foi a maneira que encontrei de ter eles mais perto de mim. Eles são uma ótima companhia para a Dani também, pois ela passa o dia inteiro sozinha enquanto estou na pista treinando. Nós dividimos as conquistas e as frustrações na pista, como uma família mesmo. Eles já sabem o que tem que fazer e a hora certa para fazer. Eles não dão trabalho nenhum, pelo contrário, muito mais prazer do que qualquer outra coisa.

Fo: A Lucky viaja com você há quanto tempo? Como foi a adaptação dela a este novo modo de vida?
TK: A Lucky já viaja comigo ha dois anos, desde os quatro meses de idade. Na primeira viagem de avião, ela achou esquisito, porém, hoje em dia, está super acostumada. Nem mesmo o barulho dos carros na pista a incomoda.

Fo: Você acredita que conviver com eles durante a temporada ajuda a diminuir o estress, a pressão e a saudade de casa?
TK: Ajuda muito, pois toda vez que acaba o meu dia de treino, entro no Motorhome e eles estão lá para dar carinho e para brincar. Com certeza é uma maneira muito boa de relaxar. Acabo esquecendo de tudo.

Fo: Qual o programa favorito quando você está em casa, de férias?
TK: O meu programa favorito quando não estou nas corridas é ficar em casa e assistir tv, assisto tudo o que passa. Na minha sala, tem seis aparelhos de TV, pois adoro. Só viajar que não é a minha prioridade quando estou de ferias, pois já viajo muito durante o ano. Somente no final de ano que passo cerca de três meses no Brasil, para recarregar as baterias.

Fo: Você vive em Miami com sua esposa. Seus cães são americanos ou brasileiros?
TK: Os dois são Brasileiros, queria que eles tivessem o jeitinho e o temperamento do brasileiro. Eu valorizo muito as coisas da minha terra, principalmente porque vivo distante dela.

Fo: A convivência entre humanos e animais sempre tem histórias engraçadas. Já deve ter acontecido algumas com vocês, não?
TK: Já tivemos várias, mas uma delas foi em casa. O chão da sala é de mármore e de vez em quando eles confundem os lugares de ir ao banheiro. Eles fazem xixi e não conseguimos ver onde está molhado. Já levei vários escorregões e fui para o chão (risos).

Fo: Você gostaria de deixar algum recado para os leitores do site?
TK: O que eu diria a vocês leitores é o seguinte: todos nós que temos cães sabemos que eles são as melhores companhias do mundo. Quando você chega em casa depois de um dia de trabalho(no meu caso, de corrida) ver eles e poder brincar com eles é muito bom. Depois que ele aprendem aonde fazer xixi e coco, é só alegria. Por isso, experimentem ter o melhor amigo do homem em casa, você não irão se arrepender.


Matéria publicada em Maio/ 2006

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