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| Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet |
Cachorro, gato, coelho, cavalo, chinchila. Esses são alguns dos novos "medicamentos" receitados para curar males do corpo e da alma. Por Marcella Chabert
Finalmente os animais deixaram de ser apenas objetos de consumo e suas surpreendentes finalidades terapêuticas começam a ser reconhecidas e aplicadas em hospitais, creches, asilos, escolas, fundações para portadores de deficiências e até mesmo em presídios. Pesquisas realizadas mundialmente comprovam que pessoas que possuem animais têm uma redução significativa com despesas médicas, previnem problemas cardíacos e se recuperam melhor de cirurgias. O convívio com um bichinho traz inúmeros benefícios e uma visível melhora na qualidade de vida, proporcionando a diminuição da pressão sanguínea, dos níveis de colesterol e do estresse e reduzindo o risco de problemas cardiovasculares, além de gerar sentimentos de responsabilidade e o respeito em relação a todos os seres vivos. A presença de um mascote em casa pode reduzir as brigas entre casais, e com o relaxamento das tensões físicas, mentais e emocionais, aumentar as defesas do organismo. Foi comprovado cientificamente que o contato com esses bichinhos aumenta a produção de endorfina no organismo, favorecendo o alívio das dores e o bom humor. Os resultados desse trabalho e seus benefícios além de aceitos pela sociedade e comunidade médica já tem reconhecimento científico, o que implica diretamente na necessidade do desenvolvimento de Projetos similares pelo país. Doadores de sorrisos
Um exemplo muito expressivo é o Projeto Pet Smile, criado em São Paulo há sete anos. Idealizado e coordenado pela veterinária e psicóloga Dra. Hannelore Fuchs, fundadora e presidente da Associação Brasileira de Zooterapia (Abrazoo), o projeto já realizou mais de 6000 visitas.
"Muda a dinâmica do lugar, humanizando o ambiente hospitalar. Nos pacientes mais debilitados a vida floresce, acende-se um sorriso, além de ajudar muito na reabilitação da criança", conta eufórica Ana Helena Rubano, pedagoga do Espaço da Criança, do Hospital da Criança, em São Paulo, uma das oito entidades visitadas pelo Pet Smile duas vezes por mês.
Geralmente,
o primeiro a entrar no quarto é o peixe. "É uma forma
de quebrar o gelo sem assustar a criança" explica Hannelore.
Depois, o paciente escolhe qual bichinho quer ver. A cada visita o grupo vibra e se surpreende com os resultados. Segundo Elvira Rebolo da Silva, coordenadora da equipe de voluntários, a relação e a integração do homem com o animal é uma coisa fantástica. "Agente que leva alguma coisa desse trabalho. Não poderia mais viver sem isso", afirma a veterana. Cada paciente
tem uma reação diferente. Mas com certeza todas são
uma recompensa para essa dedicada equipe empenhada em mostrar uma face
mais humana do animal. |
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