Focinhos Online - A cara dos bichos na Internet
   
 Especial - Terapia com animais
Terapeutas de quatro patas
Cachorro, gato, coelho, cavalo, chinchila. Esses são alguns dos novos "medicamentos" receitados para curar males do corpo e da alma.

Por Marcella Chabert

Foto: Graziella Widman

Ter um bichinho de
estimação auxilia no
tratamento de diversos
males

Que tal se no lugar de antidepressivos e calmantes a receita prescrita for um bichinho de estimação? Essa inusitada e curiosa prescrição torná-se cada vez mais comum para curar casos de estresse, ansiedade, depressão, medo, auto-estima baixa e outros distúrbios de ordem psicofísica.

Finalmente os animais deixaram de ser apenas objetos de consumo e suas surpreendentes finalidades terapêuticas começam a ser reconhecidas e aplicadas em hospitais, creches, asilos, escolas, fundações para portadores de deficiências e até mesmo em presídios. Pesquisas realizadas mundialmente comprovam que pessoas que possuem animais têm uma redução significativa com despesas médicas, previnem problemas cardíacos e se recuperam melhor de cirurgias. O convívio com um bichinho traz inúmeros benefícios e uma visível melhora na qualidade de vida, proporcionando a diminuição da pressão sanguínea, dos níveis de colesterol e do estresse e reduzindo o risco de problemas cardiovasculares, além de gerar sentimentos de responsabilidade e o respeito em relação a todos os seres vivos. A presença de um mascote em casa pode reduzir as brigas entre casais, e com o relaxamento das tensões físicas, mentais e emocionais, aumentar as defesas do organismo. Foi comprovado cientificamente que o contato com esses bichinhos aumenta a produção de endorfina no organismo, favorecendo o alívio das dores e o bom humor.


Os resultados desse trabalho e seus benefícios além de aceitos pela sociedade e comunidade médica já tem reconhecimento científico, o que implica diretamente na necessidade do desenvolvimento de Projetos similares pelo país.

Doadores de sorrisos
Foto: Edhvaldo Acir
Dra. Hannelore Fuchs em companhia de
Chocolate, um de seus voluntários
A idéia de oficializar essa fabulosa relação entre o homem e o animal surgiu nos Estados Unidos com a Terapia Assistida por Animais (Animal Assisted Therapy), há cerca de 40 anos, e desde então se difundiu rapidamente em países como Canadá, Suíça, França e Japão. Aqui no Brasil existem projetos que se dedicam a esta nobre causa e treinam esses animais para o trabalho que irão desenvolver.

Um exemplo muito expressivo é o Projeto Pet Smile, criado em São Paulo há sete anos. Idealizado e coordenado pela veterinária e psicóloga Dra. Hannelore Fuchs, fundadora e presidente da Associação Brasileira de Zooterapia (Abrazoo), o projeto já realizou mais de 6000 visitas.

Foto: Edhvaldo Acir
Equipe de voluntário preparando-se
para entrar nos quartos com os animais
Roi é um chinchila brincalhão, Itamar e Boris são divertidos peixinhos beta, Chocolate é um guloso coelho preto e Patty uma simpática poodle branca. Esses são apenas alguns dos integrantes engajados neste gratificante trabalho que leva alegria e esperança para os quartos de hospitais, creches e asilos. São cerca de 18 animais, entre eles há também tartarugas, gatos e passarinhos, e todos moram na casa da Dra e recebem cuidados especiais. O grupo conta também com o apoio de aproximadamente cinco voluntários por visita.

"Muda a dinâmica do lugar, humanizando o ambiente hospitalar. Nos pacientes mais debilitados a vida floresce, acende-se um sorriso, além de ajudar muito na reabilitação da criança", conta eufórica Ana Helena Rubano, pedagoga do Espaço da Criança, do Hospital da Criança, em São Paulo, uma das oito entidades visitadas pelo Pet Smile duas vezes por mês.

Foto: Edhvaldo Acir
É uma experiência indescritível ver o sorriso
e o brilho no olhar das crianças que
recebem a inesperada visita

Geralmente, o primeiro a entrar no quarto é o peixe. "É uma forma de quebrar o gelo sem assustar a criança" explica Hannelore. Depois, o paciente escolhe qual bichinho quer ver.
Carlos Eduardo de Oliveira, de três anos, internado há uma semana porque caiu da laje e bateu forte a cabeça recebeu a visita de Itamar, o peixe beta. Apreensivo no começo, Carlos não queria nem se aproximar do aquário. Depois de algumas brincadeiras deixou transparecer um gostoso sorriso no rosto e curioso colocou o dedo na água querendo acariciar o peixinho. Animado com a visita, solicitou também um cachorro. E assim entrou Patty para realizar sua tarefa.

A cada visita o grupo vibra e se surpreende com os resultados. Segundo Elvira Rebolo da Silva, coordenadora da equipe de voluntários, a relação e a integração do homem com o animal é uma coisa fantástica. "Agente que leva alguma coisa desse trabalho. Não poderia mais viver sem isso", afirma a veterana.

Cada paciente tem uma reação diferente. Mas com certeza todas são uma recompensa para essa dedicada equipe empenhada em mostrar uma face mais humana do animal.

Projeto Pet Smile
Tel: (11) 3872-8402
E-mail: afuchs@amcham.com.br


Bálsamo contra a solidão
>>>

Equoterapia>>>

Matéria publicada em março/2004

 Arquivo:
Yoga para cães
A chegada do bebê
Hora do banho!
Casamento animal
Escolhendo um filhote
Qual é o nome?
Documentos para viagem
Filhotes ativos
Amigão cão e a criança
Terapeuta de 4 patas
Animais de tração
Parque das Aves
Pet Terapia
Cães inteligentes
O jardim e o seu cão
Aves exóticas e legais
Meu 1º gatinho
Jabuti
Aquário marinho
Periquito Australiano
Férias
Ferrets