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Encontro
marcado
O fato de o labrador ser um bom cão-guia não significa
que todos os exemplares da raça serão adequados para a
função. A própria Thays teve um cão, em
1997, que não pôde ser seu guia. A obstinação
e as pesquisas levaram a advogada à Leader Dogs for the Blind,
entidade americana com sede em Michigan, que, por meio de questionário
a respeito da personalidade e rotina do deficiente, encontra um cão
ideal para ser seu guia. Além de Thays, a Leader Dogs for the
Blind já realizou o sonho de mais cinco deficientes visuais brasileiros.
Muito disso se deve à dedicação de Moisés
Vieira dos Santos, coordenador da escola de Cães-Guia Helen Keller,
de Santa Catarina. Moisés fez um curso de formação
de instrutor de cães-guia na Nova Zelândia durante durante
três anos e fez contato com a Leader Dogs for the Blind. "Firmamos
um convênio com a associação americana, que doa
oito cães por ano aos brasileiros, além de oferecer as
acomodações e refeições para os deficientes
quando viajam aos Estados Unidos, conta. O trabalho de Moisés
consiste em entrevistar o deficiente e enviar as informações
para os Estados Unidos. Lá, verifica-se se há um cão,
avaliado por mais de 60 características de comportamento e trabalho
- compatível com o deficiente. No início, Moisés
acompanha cada um dos novos guias por duas semanas. "Pequenos acidentes
são comuns durante o período de ajuste. Por exemplo, se
a Thays tropeçar numa pedra, isso vai assustar o Bóris.
O cão não quer que nada de ruim aconteça para ela
e da próxima vez vai desviar da pedra."
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