Projeto de reestruturação do CCZ

As entidades protetoras elaboraram para o CCZ um projeto que se compunha de quatro módulos: castração, doação, educação e eutanásia, com o objetivo de diminuir o número de cães nas ruas de São Paulo, evitando o nascimento de novas ninhadas, oferecendo cães castrados para doação, para que depois de dois anos, o CCZ não esteja sacrificando sua prole e que em cinco anos não se cumpra a previsão dos protetores, com dez vezes mais cães nas ruas e sacrifício de 600 cães por dia.

Outro objetivo é educar as pessoas para evitar a reprodução descontrolada de animais. "Lá eles têm bons folhetos, material impresso de boa qualidade, mas eles insistem em não sair do cubículo. Não há interação com a comunidade, com escolas, com a população das periferias", indigna-se.

"O CCZ só permitiu a implantação do módulo de eutanásia, que era interessante para eles", diz o dr. Werner. Os veterinários optaram pela injeção ultravenosa, método eleito pela Organização Mundial da Saúde (OMS). "Dessa forma, o animal sofre menos, pois ele é tranquilizado com relaxante muscular e em seguida, recebe a injeção letal", diz. Apesar da torcida contra, os protetores provaram que o método injetável funciona para a eutanásia em massa. "No último dia de trabalho, em 3 horas e meia, eutanasiamos 220 animais de forma humanitária, em que não houve nenhum sofrimento para o animal", ressalta o veterinário.

FECHAR